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LIPOPROTEINA A (LPA) - Um importante marcador de risco cardiovasc

25 de janeiro de 2023

LIPOPROTEINA A (LPA) - Um importante marcador de risco cardiovasc

As doenças cardiovasculares (CV) são responsáveis ​​pela maior parte da mortalidade mundial, e um nível mais alto de lipoproteína (Lp) - (a)

A partícula de lipoproteína (a) apresenta estrutura semelhante à da LDL (colesterol ruim), diferenciando-se pela presença da apolipoproteína (a) ligada por uma ponte dissulfeto à apolipoproteína B. Sua síntese ocorre no fígado e sua concentração plasmática varia de < 1 mg a > 1.000 mg/dL, podendo ser dosada de rotina em laboratório clínico por método baseado em anticorpos monoclonais.

Acima de 20 a 30 mg/dL o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular aumenta em cerca de DUAS VEZES, o que não é válido para os afrodescendentes, que já apresentam normalmente níveis mais altos dessa lipoproteína, do que caucasianos e orientais. Entretanto, o risco para indivíduos negros também deve ser levado em conta.

Gênero e idade exercem pouca influência na concentração de lipoproteína (a).

A homologia com o plasminogênio (enzima importante para degradar trombos no sangue), que interfere na cascata fibrinolítica, pode ser um mecanismo da aterogenicidade da lipoproteína (a). Entretanto, a deposição direta na parede da artéria também é um dos mecanismos possíveis, sendo a lipoproteína (a) mais oxidável do que a LDL.

De forma geral estudos prospectivos confirmam a lipoproteína (a) como fator predisponente à aterosclerose. O uso de estatinas não interfere no nível da lipoproteína (a), diferentemente de diversos suplementos como a NIACINA (VITAMINA B3), Coenzima Q10 e o medicamento ezetimiba, que promovem sua diminuição, embora essa última dependa de confirmação. Não está demonstrado que a redução de lipoproteína (a) resulte em diminuição de risco de doença arterial coronária. Diante de concentrações mais elevadas de lipoproteína (a) e na falta de medicações mais efetivas e de boa tolerabilidade, deve-se, pelo menos, procurar controlar, de forma mais rigorosa, os outros fatores de risco de doença arterial coronária.

Além de partilhar o risco aterogênico das LDL, o fato de a Lp(a) também conter apo(a) confere-lhe, ainda, maior potencial patogênico. As suas principais propriedades que contribuem para este potencial são:

Como já foi referido, existe uma grande variabilidade entre indivíduos para este marcador específico. Valores inferiores a 30 mg/dL (ou 75 nmol/L se for medido o número de partículas, ao invés da concentração) são considerados normais. Um em cada cinco indivíduos tem concentrações de Lp(a) acima de 50 mg/dL (percentil 80) e um em cada quatro tem níveis superiores a 30 mg/dL (percentil 75). Idealmente devido os riscos inerentes ficarmos no percentil 25, ou seja menor nível possível.

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