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Obesidade além do espelho

28 de junho de 2024

Obesidade além do espelho

Os brasileiros sofrem cada vez mais com o problema do excesso de peso. A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 2

Os brasileiros sofrem cada vez mais com o problema do excesso de peso. A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019. Hoje 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso. Entre 2002 e 2003, esse percentual era 43,3%. Isso é realmente preocupante e está virando um pandemia mundial talvez mais grave no longo prazo do que foi o COVID.

Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 25,9% estavam obesas, totalizando 41,2 milhões. Um em cada cinco adolescentes com idades entre 15 e 17 anos estava com excesso de peso.

Cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos estavam com excesso de peso e entre as pessoas de 40 a 59 anos, a proporção chegava a 70,3%.

O excesso de gordura no corpo aumenta o risco de deficiência de testosterona no homem, principalmente na maturidade.

Embora a maioria das pessoas saiba que os quilos a mais prejudicam a saúde, o que poucos homens percebem é que a famosa “barriga de chope” interfere diretamente no equilíbrio hormonal e está ligada ao surgimento de males como diabetes, hipertensão, alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos (gorduras no sangue) e problemas nas articulações.

Diversos fatores da vida moderna contribuem para que as pessoas se tornem sedentárias, o que favorece o excesso de peso.

Ao mesmo tempo em que o indivíduo gasta menos energia para realizar as tarefas diárias, a qualidade da alimentação diminuiu com a introdução de alimentos mais calóricos e de fácil acesso, como os fast foods. Existem dois tipos de obesidade: a generalizada (excesso de gordura distribuído pelo corpo) e a andróide (acúmulo de gordura na região abdominal). Esse padrão de gordura abdominal especialmente em região visceral (interna) é um grande facilitador de doenças como diabetes, hipertensão e alterações no colesterol e gorduras no sangue.

Homens e mulheres sofrem com os efeitos da obesidade, mas as repercussões na parte sexual são diferentes entre os gêneros. A explicação está no fato de que as células do tecido gorduroso – especificamente os adipócitos – produzem uma enzima denominada aromatase, que pode converter hormônio masculino (testosterona) em feminino (estrogênio).

Isso pode fazer com que o homem obeso apresente alterações físicas como o desenvolvimento do tecido mamário (ginecomastia). Além disso, o estrogênio em excesso age sobre o eixo hipotálamo-hipófise inibindo a produção de testosterona. Com esse círculo vicioso estabelecido, o homem obeso pode adquirir uma deficiência hormonal, conhecida como hipogonadismo. Por estar obeso, o indivíduo tem de 2 a 2,5 vezes mais risco de ter déficit de testosterona que com o a idade o quadro tende a piorar em especial após os 40 anos.

Quando o hipogonadismo está relacionado somente à obesidade para resolver é necessário emagrecer. Porém dependendo dos sintomas clínicos e exames laboratoriais é necessário que para conseguir esse objetivo seja reposto o hormônio.

Indubitavelmente a deficiência de testosterona provocada pelos quilos a mais associada ao envelhecimento é fundamental a REPOSIÇÃO desse hormônio do contrário esse ciclo vicioso não é corrigido.

Repor o hormônio ajuda na diminuição da gordura abdominal, além de amenizar os outros sintomas do envelhecimento masculino como falta de vigor físico, perda de massa óssea e muscular e diminuição da libido.

Este conteúdo é parte do compromisso da Clínica Revitalize em traduzir ciência em prática clínica acessível, sem perder rigor ou profundidade.