Sintomas comuns que podem estar relacionados a falta de testoster
14 de fevereiro de 2025

Homens com hormônio em baixa têm maior predisposição as doenças. Podem estar mais propensos a desenvolver a Doença de Alzheimer, ser causa fadig
Homens com hormônio em baixa têm maior predisposição à doença.
Homens que apresentam baixos níveis de testosterona podem estar mais propensos a desenvolver a Doença de Alzheimer, de acordo com um estudo da Universidade de Saint Louis, nos EUA. Segundo os pesquisadores a descoberta serve como alerta para homens mais velhos com baixos níveis do hormônio e que apresentam problemas de memória ou outros sinais de comprometimento cognitivo.
Para compor esse estudo, 153 homens foram acompanhados em centros sociais. Todos eles tinham mais de 55 anos de idade e não tinham nenhum tipo de demência. Destes homens, 47 tinham comprometimento cognitivo leve ou problemas com perda de memória. Os níveis de testosterona foram acompanhados periodicamente.
Após um ano de pesquisa, 21% dos homens que faziam parte do grupo com algum desvio cognitivo, desenvolveram a Doença de Alzheimer. Todos eles tinham níveis mais baixos de testosterona em seus tecidos do corpo, além de níveis elevados de apolipoproteína E, substância que está correlacionada a um maior risco de doença de Alzheimer e pressão arterial elevada.
De acordo com os cientistas, a testosterona pode ter um valor protetor contra a doença de Alzheimer. Segundo eles, o próximo passo é realizar um estudo em grande escala que investiga o uso do hormônio masculino na prevenção da doença de Alzheimer. Para homens mais velhos, a reposição hormonal da testosterona em homens com problemas de memória, pode ser uma medida preventiva para protelar o Alzheimer.
Homens obesos costumam mostrar um declínio significativo nos níveis de testosterona, enquanto nas meninas adolescentes a situação se inverte. Garotas obesas apresentam níveis bem mais altos do hormônio sexual do que as de peso normal, de acordo com pesquisas científicas feitas nos EUA.
Dois diferentes estudos publicados no Jornal de Endocrinologia Clínica e Metabolismo revelaram que tanto os homens adultos obesos como as adolescentes obesas estão sujeitos a maiores danos à saúde.
A testosterona é um hormônio sexual masculino que também é encontrado nas mulheres. Ele ajuda a manter a massa muscular e age na densidade dos ossos, além de influenciar no desempenho sexual, na energia física e na saúde em geral.
O hormônio declina naturalmente conforme o homem envelhece. Segundo os pesquisadores, a gordura tem um efeito similar. Um homem que pesa 13 quilos a mais que seu peso normal tem uma queda de testosterona equivalente a um envelhecimento de 10 anos.
Se um homem passa por uma experiência traumatizante, como a perda da esposa, ele também apresenta mudanças drásticas nos níveis do hormônio.
Meninas obesas que estão no início da puberdade apresentam o problema contrário. Elas têm de duas a nove vezes mais hormônios sexuais que as mais magras. Nesse caso, o aumento de testosterona pode implicar em problemas reprodutivos, no surgimento de diabetes e até em fatores indesejáveis, como o crescimento excessivo de pêlos.
A pesquisa foi realizada com 1667 homens e 104 mulheres e foi comprovado que a obesidade interfere de formas diferentes nos níveis hormonais em cada sexo.
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