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Glutationa como melhorar sua produção!

A glutationa é um tripeptídeo (cisteína, glicina e ácido glutâmico) que desempenha um papel fundamental em processos fisiológicos críticos, resultando em efeitos relevantes para a fisiopatologia de diversas doenças, como manutenção do equilíbrio redox, redução do estresse oxidativo, aumento da desintoxicação metabólica e regulação da função do sistema imunológico.

Além disso, sua composição contém grupos químicos de enxofre, capazes de livrar o organismo de elementos nocivos, como toxinas e radicais livres.

Ou seja, ela protege de forma eficaz todas as células do corpo.

Por fim, a glutationa tem a capacidade de maximizar a atividade de outros antioxidantes, como as vitaminas C e E e o ácido lipóico ou alfa-lipóico, além dos obtidos por meio de uma alimentação rica em frutas e vegetais frescos.




A otimização dos níveis de glutationa foi proposta como uma estratégia para promoção da saúde e prevenção de doenças, embora, relações causais entre o status da glutationa e o risco de doença ou tratamento ainda precisem ser esclarecidas. No entanto, a pesquisa clínica em humanos sugere que as intervenções nutricionais, incluindo aminoácidos, vitaminas, minerais, fitoquímicos e alimentos, podem ter efeitos importantes na glutationa circulante, que podem se traduzir em benefícios clínicos.


Quais são esses nutrientes?


➔Glutationa pré-formada: embora os dados sobre o fornecimento de glutationa oral sejam mistos e inconclusivos, pesquisas recentes sugerem que, quando a glutationa é administrada em formas lipossomais ou sublinguais, ela pode se tornar mais biodisponível e impactar favoravelmente os níveis de glutationa sistêmica

➔NAC ( N-acetil-cisteína): possui propriedades antioxidantes, além de ser capaz de fornecer cisteína para a síntese de glutationa. Não está claro se os efeitos do NAC no estresse oxidativo são devidos a essas propriedades antioxidantes ou ao aumento da síntese de glutationa.
➔Proteínas: digestão de proteínas prejudicada pode ser um fator limitante para garantir níveis saudáveis ​​de glutationa.

➔Ômega-3: a inflamação crônica pode contribuir para o estresse oxidativo e esgotar o suprimento de glutationa.

➔Vitamina B1, B5 e B12: a riboflavina é uma coenzima necessária para a atividade da glutationa redutase, que converte a glutationa oxidada em sua forma reduzida, o composto necessário para a função antioxidante. O ácido pantotênico também pode ajudar a apoiar a síntese de glutationa por meio de seu papel na produção de ATP. A deficiência de B12 está associada a níveis mais baixos de glutationa.

➔Vitamina E: estudos mostram que sua suplementação em pacientes diabéticos levou ao aumento da glutationa.

➔Vitamina C: estudos mostram que a suplementação de vitamina C em doses de 500mg a 1000mg ao dia leva ao aumento dos níveis de glutationa em linfócitos e células vermelhas. Acima o esquema 

➔Ácido alfa-lipoico: é um composto multifuncional em sua capacidade de servir como um eliminador direto de espécies de radicais livres e ajudar na regeneração de antioxidantes endógenos, como a glutationa.

➔Selênio: é um conhecido antioxidante e cofator da glutationa peroxidase.

➔Outros: como fitonutrientes (metabólitos de glucosinolato e ditiotionas em vegetais de brássica; sulfetos de dialila da família allium, limonoides e flavonoides derivados de cítricos), chá-verde, vegetais como brássicas, ervas e raízes como cúrcuma, alecrim, Ginko biloba.

Otimizar a ingestão dietética de precursores da glutationa, cofatores e alimentos integrais que mostraram aumentar o status da glutationa ou são uma fonte de glutationa, seria uma abordagem relativamente simples, de baixo custo e segura, que pode melhorar a saúde, otimizando o status de glutationa em um indivíduo.


Referências:

Minich DM, Brown BI. A Review of Dietary (Phyto)Nutrients for Glutathione Support. Nutrients. 2019;11(9):2073. Published 2019 Sep 3. doi:10.3390/nu11092073

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