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Vitamina D: será o milagre do novo século?



Milhares de artigos científicos publicados trazem os benefícios vitamina D. Que ela faz bem todos já sabem, mas o que pode acontecer em caso de deficiência dessa vitamina? Diversas patologias e condições clínicas podem ser prevenidas se os níveis fisiológicos de vitamina D estiverem adequados. Foi estabelecida a conexão entre o colecalciferol (vitamina D3) a e a maior probabilidade de ocorrência de condições relacionadas à saúde celular. Algumas áreas de sua maior atuação são destacadas a seguir:


DO RAQUITISMO PARA A OSTEOPOROSE

A vitamina D é necessária para uma adequada absorção de cálcio no intestino delgado, assim como sua metabolização. O cálcio, então, pode ser absorvido via corrente sanguínea e depositado nos ossos, para fortalecê-los. Quando não há vitamina D, a absorção de cálcio é pobre (menos de 30% do cálcio dos alimentos), comprometendo o processo de remodelagem óssea – não há produção suficiente de tecido ósseo para substituir aquele que foi reabsorvido. A vitamina D3 ficou famosa por prevenir o raquitismo em crianças, mas com o envelhecimento da população agora é mais utilizada na prevenção de osteoporose e fraturas ósseas, não apenas por deixar os ossos mais fortes, mas ter uma atuação cerebral, melhorando a coordenação motora.


CORAÇÃO E HIPERTENSÃO

Os vasos sanguíneos possuem receptores de vitamina D, e a forma ativa acentua a contração do músculo cardíaco e melhora a função da musculatura lisa vascular. Quando esta vitamina está ativa altera a atividade anti-inflamatória, que é um fator importante no desenvolvimento da aterosclerose.

Além disso, há evidências de que a vitamina D influencia a produção renal de renina, o principal hormônio regulador da pressão arterial. A vitamina D é tão importante para a saúde cardiovascular, e a sua falta está relacionada a um aumento de risco de 60% para insuficiência cardíaca, infarto e derrames.


PRÉ-ECLÂMPSIA

A pré-eclâmpsia, uma complicação potencialmente grave no segundo e terceiro trimestre de gravidez. Um estudo investigou os níveis de 25 (OH) D no início da gravidez e o risco de pré-eclâmpsia, bem como o nível de 25 (OH) D de recém-nascidos de mães com pré-eclâmpsia. Em mulheres que desenvolveram pré-eclâmpsia, os níveis de 25 (OH) D foram menores no início gravidez, em comparação com os controles (18,2 ng/mL versus 21,3 ng/mL). Os pesquisadores encontraram um aumento de cinco vezes na probabilidade de pré-eclâmpsia (95% CI: 1,7-14,1) para as pacientes com níveis de 25 (OH) D <15 ng/mL em menos de 22 semanas de gestação.


IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D PARA A LONGEVIDADE

Os níveis fisiológicos de vitamina D podem estar associados à longevidade, de acordo com uma pesquisa realizada no Centro Médico da Universidade Leiden, na Holanda, segundo dados do Canadian Medical Association Journal. Um estudo avaliou as concentrações séricas de vitamina D e o comprimento dos telômeros (índice de longevidade) em 2.160 mulheres com idades entre 18 e 79 anos.

Foi verificado que níveis mais altos de vitamina D podem alterar o comprimento dos telômeros de leucócitos, o que destaca os efeitos potencialmente benéficos deste hormônio sobre o envelhecimento e doenças relacionadas à idade.


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